familiarizando com a verdadeira família

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Família não é apenas o encontro de pais e filhos em algum lugar. É muito mais do que consanguinidade ou laços de parentesco. Família é o conjunto de pessoas ligadas pelos nós permanentes de amor afetuoso e nunca pelo eu exigente de gente egoísta.

O sangue gera parentes, mas o amor forma a família. Não basta correr sangue, com a mesma origem nas veias, é preciso pulsar vida com o mesmo amor no coração. Há muita gente que se vincula pelo sangue, mas havendo uma discordância que ofenda o eu, logo vira um quebra pau nos relacionamentos. São parentes, mas são oponentes.

A linhagem familiar vai além do DNA. Fazer parte de um clã não autentica uma genuína família. Os filhos de Abraão, Ismael e Isaque, ainda que fossem irmãos, nunca se portaram como membros da mesma família;  – nem mesmo, os gêmeos, Esaú e Jacó, se relacionaram como irmãos, de fato. Não é a genética, mas a boa ginástica de amor santo que nos transforma em família.

A descendência não decide o ninho da interação sadia.  

A vida cristã tem na família o seu laboratório experimental. Já disseram que “A santidade começa no lar, e a santificação, na pia cheia de louça.” Um teste severo para o exame de identificação da fé, é como nós somos vistos pelos membros da nossa família. Se o culto não começa no lar, não tem nenhum valor na vida congregacional, na igreja.

Família não é uma questão de semelhança física, mas de interação de alma. O que caracteriza uma verdadeira cepa familiar não são os traços genéticos, mas os tratos e tratamentos sustentados pelos sentimentos movidos pelo amor sem truco e trapaças.

Creio que a família gerada pelo sangue de Cristo crucificado é mais duradoura, do que aquela que é construída pela geração consanguínea. O parentesco da carne finda na sepultura, mas a irmandade da tumba vazia supera o tempo e passa para a eternidade como os legítimos membros da família eterna de Deus. É gente confiável e de confiança.

Amo a minha família de sangue, contudo, tenho que reconhecer que apenas os salvos por Jesus continuarão ligados numa união indestrutível. É bom dizer isso: se Cristo estiver vivendo em nosso lar, os vizinhos vão perceber e a comunhão vai permanecer.

É importante que a nossa família, terrena, expresse, também, a sua origem do céu. Aquele que nasceu aqui de baixo precisa nascer lá de Cima. Ser um “cristão” aqui na terra, não quer dizer que ele seja membro da raça celestial. O que importa, acima de tudo, é ser uma nova criatura, pertencente à família de Deus, manifestando o caráter de Cristo.

Jesus chamou seus discípulos de servos, depois de amigos, irmãos e no final, filhos. O servo não fica para sempre na casa. Ser filho de Deus é o máximo que podemos almejar, mas um filho amigo que viva em família como verdadeiro irmão, gozando o maior prazer nesse relacionamento familiar de amor solidário.

Do velho Mendigo,

Glenio.

1 comentário Adicione o seu

  1. Jussara de Souza Hirata disse:

    Muito bom. Verdadeiro.

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