eu me reafirmo na música!

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E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito,  falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.

Efésios 5.18-21

Quando uma pessoa não reconhece sua identidade em Cristo, ela busca identificar-se com um grupo social ou algum ícone do momento. Na adolescência e juventude, essa necessidade é exacerbada e, de alguma maneira, busca-se a identificação com alguma vertente cultural. Seja intelectual, musical ou no estilo de se vestir, o jovem procura se reafirmar com alguém ou um grupo.

O mercado fonográfico, entendendo esse tendência, criou a chamada “música gospel”, que tem ditado o que os adolescentes e jovens devem ouvir para estar por dentro da moda musical. Elegem os “melhores” hits, as “melhores” apresentações, dão prêmios e ovações, como fazem na música pop secular.

O momento em que vivemos é delicado, principalmente para jovens que foram criados num ambiente cristão ou frequentam a igreja há algum tempo. Eles conhecem muito mais sobre música gospel do que o próprio Evangelho de Jesus Cristo, o que é lamentável. Apesar de conhecerem música, poucos sabem sobre o que é Adoração a Deus.

Existe a ideia comum de que, louvar e adorar, está relacionado a música. No entanto, a adoração está ligada a um relacionamento íntimo e dependente de Deus. Mas como alguém poderia louvá-Lo se O conhece tão pouco?

A adoração na Bíblia está sempre associada à prostração, humilhação e reconhecimento de quem Deus é. Está relacionada também à obediência a vontade de Deus, ao testemunho do Evangelho nos nossos relacionamentos e, sobretudo, ao andar em santidade de vida.

A centralidade da vida tem sido colocada no próprio homem e seus desejos, não na submissão à vontade de Deus e ao prazer desse relacionamento. Dessa maneira, muitas trocas têm sido feitas: a Bíblia pela harmonia musical, a letra pelo som, o estudo das Escrituras e a oração pelos instrumentos musicais, o ser cheio do Espírito Santo por encher-se da cultura e práticas culturais mundanas.

As Escrituras são um livro cristocêntrico de adoração ao Cordeiro de Deus e a música evangélica deveria ter o mesmo conteúdo. A Bíblia tem um tema central que é a salvação, a cruz e o sangue de Cristo, a nossa música deveria destacar a graça da salvação pela fé.

Precisamos dialogar com a juventude de maneira franca, sem qualquer repressão, e com graça para que seus olhos sejam abertos e vejam a essência da adoração a Deus, renovando-se a mente assim como Paulo diz em Romanos 12.1 e 2: Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas sede transformados pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Os jovens carecem de uma identidade definida – a identidade de filhos de Deus, que expressam a sua glória. Que o Senhor nos dê sabedoria para andar com a juventude e ministrar a vida de Cristo aos seus corações. Sem Cristo, qualquer um de nós continuará imaturo, insensível à voz do Espírito Santo e suscetível a qualquer onda cultural ou vento de doutrina.

Na família da cruz,

Eric Gomes do Carmo

Músico e Pastor do Ministério de Adoração e Culto

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