Amor incondicional?

 

fecf8436

Muitas pessoas acham que o oposto de graça é lei. Isso não é verdade. A graça e o mérito é que são opostos entre si. Graça é favor imerecido, enquanto que o mérito tem a ver com valor, preço, recompensa.

Em nossa caminhada, como pais preocupados com a formação dos filhos, temos a tendência de misturar esses dois aspectos. Falamos da graça para nossos filhos, mas agimos com eles com base na meritocracia. Quando nossos filhos vão bem na escola, o cônjuge orgulhoso diz ao outro: “este é meu filho”. Quando vão mal, o cônjuge também diz ao outro: “esse seu filho aí…”. Esta ambiguidade traz sérios prejuízos, pois os filhos acabam não compreendendo nem uma coisa, nem outra.

O relacionamento de pai e filho deve estar fundamentado no amor gracioso e não no mérito. Ter orgulho do filho apenas porque ele é bom aluno ou porque passou no vestibular de medicina é o mesmo que vincular o seu amor com base meritocrática.

A meritocracia é comum nas empresas.

E talvez não funcione sem ela.

Mas nos relacionamentos familiares, não deveria existir.

Precisamos olhar para Abba, nosso Pai celestial, e compreender como Ele nos ama. Paulo, escrevendo ao Romanos, disse no capítulo 5, versículo 8: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” Deus não estabeleceu seu amor por nós com alguma condição. Não esperou que fôssemos bons filhos, obedientes e moralmente corretos para nos amar. Ele nos amou, e nos ama, mesmo sendo pecadores, falhos e finitos. Isto significa que seu amor por nós é incondicional e baseado na graça, tão somente.

Amor baseado em mérito não é amor. Portanto, quando os pais amam, mas condicionam esse amor com alguma contrapartida, estão transformando esse vínculo numa relação contratual.

É com o mesmo amor gracioso com que Deus nos amou que devemos nos relacionar com nossos filhos. Nada poderia condicionar nosso amor por eles. É dessa maneira que eles terão maior chance de crescer e de se desenvolver de forma saudável, sem adoecer com atitudes ambíguas, com dupla mensagem, do tipo: “amo você, desde que…”.

Somente a graça de Deus pode nos libertar desta terrível armadilha de condicionar nosso amor pelos filhos. Que possamos ouvir e entender o que o Senhor disse ao apóstolo Paulo: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. 2 Coríntios 12:9a.

Na família da cruz,

Fernando Eduardo Prison.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s