“Senhor, ensina-nos a orar”

“Senhor, ensina-nos a orar”. Lucas 11:1.

Foi esse o único pedido formal que os discípulos de Jesus fizeram a Ele durante a sua caminhada com o Mestre. Não pediram para que Jesus os ensinasse a serem grandes preletores, apesar de terem acompanhado suas pregações às grandes multidões, nem mesmo a fazerem grandes milagres, os quais realizava constantemente. Na verdade, o único ensino que pediram a Ele foi sobre a oração.

Jesus era o próprio Deus encarnado, criador de todas as coisas, dos céus e da terra, Senhor dos anjos, onisciente e onipresente, e assim mesmo Ele orava. Durante o dia, a noite e de madrugada, em jardins, em desertos ou debaixo de uma árvore, se retirava para orar.

O que isso nos ensina? Existe uma fórmula pronta para uma oração perfeita? Ele nos deixou passos a serem seguidos para se realizar uma oração eficiente? De maneira nenhuma. Quando os discípulos pediram a Jesus que Ele os ensinasse a orar, lhes deu uma oração. Não os fez sentarem numa sala e proferiu uma palestra a respeito de oração, tampouco apresentou-lhes uma doutrina sobre oração.

O que vemos em Lucas 11 (versos 2 a 4), é que Jesus lhes deu uma oração concisa, pequena e simples: “Quando vocês orarem, digam: Pai! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino, dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano. Perdoa-nos os pecados, pois também perdoamos a todos os que nos devem. E não nos deixes cair em tentação”.

O que aprendemos a partir deste ensino é que a oração é um diálogo com Deus em qualquer fase de nossa vida, ou em qualquer momento de nosso dia. Ela significa uma voz interna que direciona cada uma de nossas ações externas. Por isso, não é uma questão de ficarmos longos períodos em retiros espirituais ou meditações. Quer dizer que nós falamos e Ele nos ouve.

Ele fala e nós ouvimos. Isso é a oração em sua forma mais pura, o exemplo de comunhão com o Pai que Cristo quis nos dar.

É por meio desses momentos de intimidade e comunhão que o Senhor transforma as nossas vidas e nos confere poder. É como um convite que fazemos para que Deus entre em nossa vida, conheça nossas dores e aflições, alegrias e sonhos e nos direcione para o centro de sua vontade e propósitos.

A oração não é um privilégio só para os mais espirituais, nem para poucos escolhidos. Ela é apenas um diálogo sincero entre o Pai e seus filhos. Por isso, tantas vezes Jesus se retirava para conversar e ter comunhão com o seu Pai.

E quando nos achegarmos ao nosso Pai  com essa intimidade ouviremos a sua voz nos dizendo: “Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido”.

A partir desse entendimento, podemos iniciar uma caminhada de oração com Deus, sabendo que os planos são Dele e somos apenas instrumentos nas suas mãos para a realização desses planos. Amém!

Na família da cruz,

Cristina Midori Prison

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