Resgatando o convívio familiar

Uma das propostas deste blog é apresentar sugestões aos pais a fim de que possam, através de atividades simples, resgatar o convívio familiar que se perdeu em algum tempo do passado.

Assim, gostaria pedir que você lesse com atenção estes comentários feitos por dois psicólogos americanos. David Elkind, em 1977, disse: “Os pais de hoje deveriam estar mais preocupados com as necessidades emocionais dos seus filhos e com a maneira como passam o tempo juntos”. E Jacobsen, em 1969, declarou: “Não é tanto o que fazemos para os nossos filhos, mas o que fazemos com eles”.

Percebe a data que esses comentários foram escritos? Imagine o que estes dois psicólogos diriam se pudessem analisar a maneira como as famílias vivem e se relacionam atualmente.

Quando nossos filhos eram menores tínhamos por hábito, meu esposo e eu, fazer bolos juntamente com eles. Lembro-me deles pequenos, sentados sobre o balcão da cozinha e, muitas vezes, até enrolados pelo fio da batedeira – não que isso fosse algo seguro. Outro dia, vendo fotos de ocasiões como esta, rimos muito juntos em casa. Além dessa atividade tínhamos outras que gostávamos muito de fazer: assistir a filmes nas sextas-feiras, com todos deitados no chão; café da manhã especial aos sábados; piqueniques; entre outras tantas coisa boas. Essas atividades, com certeza, estão gravadas na mente dos nossos filhos, assim como na nossa, claro! Eles estão crescendo e sempre nos recordamos desse tempo com muita saudade.

Há poucos dias, vi uma cena na piscina do condomínio onde moro que me chamou a atenção. Havia várias crianças brincando juntas, porém apenas uma delas estava acompanhada pelo seu pai. As demais crianças, carentes da atenção de um adulto significativo para elas, chamavam constantemente por esse pai e mostravam a ele as peripécias dentro e fora da piscina. Essas crianças esperavam, sem dúvida, serem apreciadas por esse adulto. Ele, por sua vez, com a maior boa vontade, entrou na brincadeira. Naquele momento, esse pai se tornou o pai de todas que ali estavam, preenchendo o vazio que a ausência dos pais daquelas crianças estava causando.

Você pode até listar diversos motivos como: falta de tempo, cansaço, e muitos outros que impedem os pais de estarem mais tempo presentes na vida de seus filhos. E tantas outras razões que justificam também o porquê dos pais não darem conta de brincar com eles. Acredito, sim, que todos esses motivos existam, porém se a sua prioridade é de fato a sua família, vale à pena sacrificar outras atividades menos importantes, apesar de legítimas, e colocar o cansaço de lado. Mãos à obra!

Lembre-se também: as melhores memórias não dependem de qualquer habilidade especial dos pais, ou mesmo de seu dinheiro.

Criar momentos gostosos e memoráveis entre nós e nossos filhos requer um pouco de planejamento das atividades. Isso é importante, principalmente se as crianças forem mais velhas. Por exemplo: uma vez por semana vocês farão uma atividade juntos. O dia da semana pode ser fixo ou flexível, mas é importante que todos saibam. Dessa maneira, todos se preparam, deixam prontas suas tarefas de casa ou escolares. Não cancelem esse compromisso por motivos tolos. Com o tempo todos os membros da casa se acostumarão com a rotina e as reclamações param. E, então, topa experimentar?

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PRIMEIRA PROPOSTA: DE VOLTA AO PASSADO

Esta atividade pode ser feita após o jantar. Os pais falarão como eram as suas casas na infância. Descrevam, com detalhes, onde e que horas dormiam, se sozinhos ou com os irmãos, se dividiam banheiros, o que se fazia a noite, como eram os finais de semana, os almoços de domingo, como iam à escola ou o que faziam no retorno, do que brincavam no intervalo das aulas. Usar fotos dessa época para mostrar aos filhos é bem legal.

Pode ser que as experiências vividas por vocês não tenham sido muito boas, mas não escondam. Aproveitem esta oportunidade para ensinar, expondo suas tristezas da infância. Enfim, abram o coração. Tenho certeza que o contexto criado com essa atividade permitirá que se estreitem mais os laços de família.

Outra sugestão de atividades, para os adolescentes: contem a eles como era a vida sem o celular, que as pesquisas eram feitas na biblioteca, que os endereços eram procurados nas páginas amarelas, como eram marcados os encontros, como eram reveladas as fotos, sem saber se eram boas. Vocês ainda têm negativos? Mostrem a eles!

Conseguem perceber que nossos filhos não têm ideia de como era a vida na infância de seus pais?

Que o Senhor nos abençoe!

Na família da cruz,

Sandra Castro

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