Um novo desafio

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Existe um mal-estar contemporâneo que se caracteriza pela perda de sentido da vida, pela sensação de irrealidade, pela futilidade da existência, pela crise de identidade e pelo desamparo.

Deus planejou a família para ser um local seguro. Gosto da frase de Antonieta Rosa Vieira sobre o ambiente do lar: “O lar é o reino do homem, o mundo da mulher e o céu da criança.”

É na família que aprendemos as primeiras noções da vida em sociedade, as primeiros percepções de Deus, cultura, afeto, carinho e exemplos. Assim a afetividade exerce um papel decisivo na vida das pessoas e forma um elo fundamental na relação entre pais e filhos.

As crianças precisam sentir-se amadas pelos pais, pela família, pois o amor lhes dá segurança, e isto faz com que as crianças tenham mais vontade de participar e explorar o mundo que as cerca. Nossa família está diante de um desafio. Talvez tenhamos nos perdido um pouco em nossos afetos. Um desafio novo é necessário. Precisamos nos reconectar uns aos outros de forma consistente, profunda e amorosa. Deus nos criou para laços amorosos e compromissados. E quando falamos de afeto, Deus fala de seu amor ágape. 

“Revesti- vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai- vos uns aos outros, perdoai- vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.”  Colossenses 3.12-14

Quando era pequena, meus pais sentavam-se à noite na calçada em frente a casa que morávamos, logo se achegavam os vizinhos e filhos. Nós brincávamos e eles conversavam. Quase todas as noites no verão, tínhamos de tomar banho para dormir porque estávamos suados e cansados de tanto brincar. Ainda posso lembrar da sensação de deitar-me em minha cama cansada, mas feliz de haver brincado e estado com meus pais por perto.

Hoje, uma das maiores reclamações das pessoas sobre suas famílias é sobre a desconexão que aparece em outras formas de verbalização: falta de vínculo, solidão, indiferença, falta de amor, falta de respeito e “uma certa frieza”. A Bíblia previu isso.

O começo para a reconexão familiar está na crença dos pais de quais são os valores mais importantes para a família. Se o casal estiver focado em outros interesses, como a sobrevivência, ensino cultural e acúmulo de bens, fatalmente se perderá na conquista de tudo isso em detrimento dos vínculos familiares.

O foco dos pais deve ser apresentar o amor de Deus aos seus filhos através de ações amorosas e consistentes; e apresentar a pessoa de Jesus Cristo a elas. Isso reverterá em filhos seguros e tranquilos.

Na família da cruz,

Maria Antonieta Machado Rocha

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